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DNJ 2008 – Campo Grande/MS

PJNANET

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O DNJ deste ano quer dar continuidade ao ciclo de debates e celebrações começadas com a Campanha da Fraternidade da CNBB e com o centenário do nascimento de Dom Helder Câmara. Aliás, foi a profecia de Dom Helder que inspirou o eixo das atividades permanentes deste ano: “Temos mil razões para viver”. Temos a felicidade de fazer memória de seu legado no Centenário de seu nascimento, cujas festividades estão acontecendo em tantos lugares do Brasil.

Com o tema JUVENTUDE E MEIOS DE COMUNICAÇÃO, nosso grito será: Queremos pautar as razões de nosso viver!

Com esse grito, denunciamos toda visão equivocada sobre a juventude, e queremos colocar na pauta de discussões da mídia, da sociedade, e da igreja, sua verdadeira realidade, e anunciar seus sonhos e todas as razões do seu viver: justiça, vida digna, liberdade, PAZ para todas as criaturas” Queremos pensar como as mídias podem ajudar a gerar vida para a juventude, e ao mesmo tempo, somos convidados a pensar e criar nossas próprias formas de comunicação.

Cardeal Pell dá início à Jornada Mundial da Juventude 2008

Fonte: zenit.org

O cardeal George Pell deu uma mensagem de boas-vindas e de esperança a uma multidão cheia de energia, unida para a missa de abertura da JMJ.

Antes do início da missa hoje, os 150 mil jovens foram acolhidos pelo clima quente de Sydney. E receberam uma mensagem de texto de ninguém menos que Bento XVI.

A mensagem do Papa dizia: “Jovens amigos, Deus e seu povo esperam muito de vocês, porque vocês têm o dom supremo do Pai: o Espírito de Jesus – BXVI”.

Depois de uma procissão de 168 bandeiras e a entrada da cruz e do ícone da JMJ, o cardeal Pell deu as boas-vindas aos peregrinos em quatro línguas.

Sua saudação foi recíproca, com um grande aplauso, e acompanhada por cantos e coreografias semelhantes àquelas usadas para as recepções papais. O cardeal Pell estava acompanhado por 26 cardeais, 400 bispos, um coro de 300 jovens e uma orquestra de 80 integrantes. Ele disse aos membros da imprensa no início desta semana que esperava ansiosamente por celebrar a maior missa de sua vida.

Durante o entardecer na bela paisagem de Sydney, o cardeal Pell usou a primeira leitura de Ezequiel sobre o vale dos ossos secos para ilustrar a promessa de esperança.

De um palco construído com madeira australiana, o arcebispo de Sydney falou aos jovens sobre a imagem da morte apresentada por Ezequiel: os pássaros que devoram os corpos em um “imenso campo de batalha de pessoas sem enterrar”.

Ezequiel, explicou, foi chamado por Deus para profetizar sobre esses ossos. Assim que o fez, “um barulho se fez ouvir, em seguida um ruído ensurdecedor, enquanto os ossos vinham se unir aos outros. Prestando atenção, viu que se formavam sobre eles músculos, que nascia neles carne e que uma pele os recobria”. Então Deus soprou-lhes a vida e “um grande, um imenso exército” se levantou.

As surpresas de Deus

O cardeal Pell reconheceu que sua mensagem não se dirigia propriamente àqueles que já estão firmes na fé, mas que buscava “dar as boas-vindas e alentar todos, a quem se considera perdido, submergido no desespero, ou esgotado”.

“As causas das feridas são secundárias: drogas, álcool, crises familiares, luxúria da carne, solidão ou morte. E talvez até o vazio do êxito”, assegurou.

“O chamado de Cristo é para todos os que sofrem, não só para os católicos ou pessoas de outras religiões, mas especialmente para os que não pertencem a nenhuma religião.”

“Cristo lhes está chamando para regressar a casa, a viver o amor, a reconciliação e a comunhão”, assegurou.

“Nós, cristãos, cremos no poder do Espírito para converter e mudar as pessoas do mal ao bem, do medo e da incerteza à fé e à esperança”, acrescentou.

“Nossa tarefa consiste em estar abertos ao poder do Espírito para permitir que o Deus das surpresas possa atuar através de nós”, assegurou.

“Independentemente de qual for a nossa situação, temos de rezar para ter um coração aberto, para ter a vontade de dar o seguinte passo, ainda que tenhamos medo de ir longe demais.”

“Se seguramos a mão de Deus, Ele fará o resto. A confiança é o segredo. Deus não falhará.”

Depois, comentando a segunda leitura, tomada da Carta de São Paulo aos Gálatas, o cardeal Pell convidou os jovens “a não ficarem sentados detrás da barreira, a deixar suas opções abertas, pois só o compromisso traz a realização”.

Ser discípulo de Jesus exige disciplina, acrescentou, reconhecendo que ainda que “o autocontrole não o tornará perfeito – pelo menos não é meu caso –, é necessário para desenvolver e proteger o amor em nossos corações e para prevenir que outras pessoas, em especial nossa família e amigos, fiquem feridas por nossas quedas na sujeira e na acídia”.

Novo espírito

O bispo auxiliar do cardeal Pell, Dom Anthony Fisher, encarregado pela organização da Jornada Mundial da Juventude, considera que esta homilia é particularmente forte para a Austrália.

O bispo reconheceu que uma interpretação literária de Ezequiel se aplica muito bem a um país que sofre seca há dez anos, como a Austrália. Mas a mensagem fala mais de um “povo em decadência”.

“A promessa que Cristo faz de vida nova é para nossa cultura, nosso país, para os países dos quais os peregrinos procedem, para todos os que estão sofrendo e para os jovens que experimentam as drogas”, afirma o prelado.

Esta é a mensagem que a Jornada Mundial da Juventude deixa: Cristo é a autêntica esperança.

“Quando alguém se sente como ossos secos, deve sentir a esperança de um novo Espírito, de uma nova vida”, conclui.

Dia Nacional da Juventude – DNJ 2008

DNJ 2008O DNJ deste ano quer dar continuidade ao ciclo de debatoes e celebrações começadas com a Campanha da Fraternidade da CNBB e com o centenário do nascimento de Dom Helder Câmara. Aliás, foi a profecia de Dom Helder que inspirou o eixo das atividades permanentes deste ano: “Temos mil razões para viver”. Temos a felicidade de fazer memória de seu legado no Centenário de seu nascimento, cujas festividades estão acontecendo em tantos lugares do Brasil.

Com o tema JUVENTUDE E MEIO DE COMUNICAÇÃO, nosso grito será: Queremos pautar as razões de nosso viver!

Com esse grito, denunciamos toda visão equivocada sobre a juventude, e queremos colocar na pauta de discussões da mídia, da sociedade, e da igreja, sua verdadeira realidade, e anunciar seus sonhos e todas as razões do seu viver: justiça, vida digna, liberdadade, PAZ para todas as criaturas” Queremos pensar como as mídias podem ajudar a gerar vida para a juventude, e ao memso tempo, somos convidados a pensar e criar nossas próprias formas de comunicação”

O SUBSÍDIO

Para ajudar na reflexão e preparar a caminhada para o DNJ, o subsídio contém três roteiros de encontros e uma celebração.

Somos convidados a refletir nos encontros sobre o que a mídia fala dos jovens, como os jovens analisam a mídia e como podemos juntos promover a democratização dos meios de comunicação e pensar em nossos próprios meios de comunicar a vida. A celebração é proposta com muita poesia, partilha e oração. Com a intenção de disponibilizar um material que seja proveitoso para a reflexão do DNJ 2008, temos um sibsídio com conteúdo rico em poesias, dinâmicas, músicas, citações bíblicas, textos e ainda indicações de sites, livros, filmes e programas de TV. Esse material foi construído por muitas mãos, sonhando levar nossa juventude a uma reflexão sobre um tema que está presente em nosso cotidiano. Mãos à obra! Que as palavras proféticas de Dom Helder Câmara sejam nossa motivação nesse caminho.

Mais informações: Site da CCJ

Concurso escolherá melhor cartaz sobre os 60 Anos da Declaração dos Direitos Humanos

Estimular a criação artística e, por meio desta, disseminar os direitos fundamentais da Declaração Universal dos Direitos Humanos entre os brasileiros. Esse é o principal objetivo do Concurso Nacional de Cartaz Alusivo aos 60 Anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, promovido pela da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH/PR), em parceria com a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura). A Declaração completa 60 anos no dia 10 de dezembro.

“A iniciativa faz parte da campanha de comemoração dos 60 anos e por meio dela a SEDH pretende proporcionar a discussão do tema e a sua popularização”, explica Carla Fernanda Silva. Segundo ela, a decisão de realizar o trabalho é fazer com que a Declaração esteja sempre na mente das pessoas. “É importante ressaltar que por meio do ensino e da educação é possível promover o respeito aos direitos e liberdades de cada indivíduo”, avalia.

O concurso faz parte do projeto “Educação em Direitos Humanos: Construindo uma Cultura de Respeito à Democracia e à Justiça, desenvolvido em parceria com a Unesco. A inscrição é gratuita e o prazo para a entrega das propostas vai até 13 de junho de 2008. Serão distribuídos R$ 15 mil em prêmios, sendo R$ 10 mil somente para o primeiro colocado. O regulamento completo está no site da SEDH: http://www.planalto.gov.br/sedh

Assembléia ressalta importância da juventude para Igreja

Fonte: CNBB

No final de semana, de 22 a 25, a Pastoral da Juventude do Brasil (PJB) realizou sua 15ª Assembléia Nacional, evento que acontece de três em três anos e reúne a Pastoral da Juventude (PJ), Pastoral da Juventude Rural (PJR), Pastoral da Juventude do Meio Popular (PJMP) e Pastoral da Juventude Estudantil (PJE). Participaram 70 delegados, sendo 16 de cada PJ específica e cinco secretários das PJs dos regionais;  o secretário nacional da PJB, Silvano Silvero; o assessor do Setor Juventude da CNBB, padre Gisley Gomes; o bispo referencial do Setor Juventude, dom Eduardo Pinheiro e o bispo diocesano de Registro (SP) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato, dom José Luiz Bertanha.

Um dos pontos tratados na assembléia foi a importância da juventude para a Igreja. “O documento 85 da CNBB, Evangelização da Juventude, é uma fonte inspiradora e um espelho para os jovens espalhados por todo o Brasil”, disse dom José Bertanha. Ele lembrou que as pastorais da juventude têm o grande desafio de se fazerem presentes junto à juventude que está por todo o país, “principalmente junto àqueles que não estão inseridos na Igreja”.

Já dom Eduardo Pinheiro disse que a “PJB é filha da CNBB” e que há uma grande expectativa dos bispos do Brasil em “resgatar um trabalho qualificado com a juventude brasileira e suas diversas organizações, inclusive com a PJB”. O bispo lembrou ainda que a Igreja sem o rosto jovem é uma Igreja desconfigurada. “Sem o rosto jovem, certamente, a Igreja não conseguiria realizar sua missão”, afirmou citando as palavras que o papa Bento XVI proferiu aos jovens no estádio Pacaembu, em maio do ano passado.

CCJ – Centro de Capacitação da Juventude

CCJGostaria de falar um pouco sobre os grandes projetos que tratam dos assuntos da juventude com grande interesse e profissionalismo.

Começo pelo CCJ, que há mais de 30 anos desenvolve um trabalho de capacitação de jovens atuando em 4 frentes de apoio a pastoral da juventude: Subsídios Populares, Cursos de Liderança, Centro Nacional de Referência e Editoração Eletrônica e Gráfica.

Contando hoje com o empenho de mais de 60 pessoas entre monitores e coordenadores, ministram vários cursos, tanto em nível local como nacional.

Como surgiu?

O CCJ nasceu em 1975, numa paróquia da Zona Leste de São Paulo, à partir da constatação de que havia pouco material para se trabalhar na evangelização da juventude.

Como está organizado?

Com a organização da Pastoral da Juventude em todo o País, em 1984, foi se sentindo cada vez mais a necessidade de um centro especializado na produção e distribuição de material de formação para a juventude e uma infra-estrutura que facilitasse a comunicação com jovens de todo o País.

Para prestar este serviço, em 1990, o CCJ foi registrado como sociedade civil filantrópica sem fins lucrativos.
De sua diretoria participam representantes da Pastoral da Juventude (PJ) e da CNBB (Confefência Nacional dos Bispos do Brasil), garantindo assim que o CCJ esteja sempre à serviço, sem afastar-se de seus objetivos.

Como funciona?

Atualmente o CCJ conta com uma gráfica que também produz material para terceiros, buscando sua auto-sustentação. Neste sentido, colocamo-nos à disposição para desenvolver serviços relacionados ao setor gráfico, de interesse de sua comunidade.

Enfim, um trabalho digno de reverência de toda a juventude que sabe o que quer para seu País.

Visitem o site, www.ccj.org.br

Diocese de Barra do Piraí – Volta Redonda lança Ano da Juventude

Fonte: CNBB

Cerca de mil jovens da diocese de Barra do Piraí – Volta Redonda (RJ) participaram no domingo, 30, da abertura do Ano Diocesano da Juventude, que tem por tema Em Cristo a juventude quer viver, e lema Jesus olhou para o Jovem e o amou.

O bispo diocesano, dom João Maria Messi, presidiu a missa de abertura e acompanhou os trabalhos durante todo o dia motivando os jovens a evangelizar nas diversas áreas de presença e atuação das comunidades e movimentos. O assessor do Setor Juventude da CNBB, padre Gisley Gomes, auxiliou na abertura convocando toda a diocese a se envolver no Ano da Juventude.

“Este foi um encontro motivador de vida e dos valores humanos e cristãos. Um dos momentos mais marcantes foi a encenação de questões da realidade juvenil como trabalho, gravidez, fé e estudo”, explicou padre Gisley. Para ele, este acontecimento deverá levar os jovens a se inserirem na realidade onde eles vivem. “O Ano da Juventude é inspirado no Documento 85 da CNBB, aprovado na 45ª Assembléia Geral dos Bispos, em 2007, que trabalha a Evangelização da Juventude”, ressaltou.

20/11 – Dia Nacional da Consciência Negra

Fonte: Que Dia É Hoje

“Ter consciência negra significa compreender que não se trata de passar da posição de explorados a exploradores e sim lutar, junto com os demais oprimidos, para fundar uma sociedade sem explorados nem exploradores. Uma sociedade onde todos tenhamos, na prática, iguais direitos e iguais deveres. Ter consciência negra, significa sobretudo, sentir a emoção indescritível, que vem do choque, em nosso peito, da tristeza de tanto sofrer, com o desejo férreo de alcançar a igualdade, para que se faça justiça ao nosso Povo, à nossa Raça. Ter consciência negra, significa compreender que para ter consciência negra não basta ser negro e até se achar bonito, e sim que, além disso, sinta necessidade de lutar contra as discriminações raciais, sociais e sexuais, onde quer que se manifestem”.

Raimunda Nilma de Melo Bentes, Cedenpa

Histórico

O quilombo dos Palmares (localizado na atual região de União dos Palmares, Alagoas) era uma comunidade auto-sustentável, um reino (ou república na visão de alguns) formado por escravos negros que haviam escapado das fazendas brasileiras. Ele ocupava uma área próxima ao tamanho de Portugal e situava-se onde era o interior da Bahia, hoje estado de Alagoas. Naquele momento sua população alcançava por volta de trinta mil pessoas.Zumbi

Zumbi nasceu livre em Palmares no ano de 1655, mas foi capturado e entregue a um missionário português quando tinha aproximadamente seis anos. Batizado Francisco, Zumbi recebeu os sacramentos, aprendeu português e latim, e ajudava diariamente na celebração da missa. Apesar das tentativas de torná-lo “civilizado”, Zumbi escapou em 1670 e, com quinze anos, retornou ao seu local de origem. Zumbi se tornou conhecido pela sua destreza e astúcia na luta e já era um estrategista militar respeitável quando chegou aos vinte e poucos anos.

Por volta de 1678, o governador da Capitania de Pernambuco cansado do longo conflito com o quilombo de Palmares, se aproximou do líder de Palmares, Ganga Zumba, com uma oferta de paz. Foi oferecida a liberdade para todos os escravos fugidos se o quilombo se submetesse à autoridade da Coroa Portuguesa; a proposta foi aceita. Mas Zumbi olhava os portugueses com desconfiança. Ele se recusou a aceitar a liberdade para as pessoas do quilombo enquanto outros negros eram escravizados. Ele rejeitou a proposta do governador e desafiou a liderança de Ganga Zumba. Prometendo continuar a resistência contra a opressão portuguesa, Zumbi torna-se o novo líder do quilombo de Palmares.

Quinze anos após Zumbi ter assumido a liderança, o bandeirante paulista Domingos Jorge Velho foi chamado para organizar a invasão do quilombo. Em 6 de fevereiro de 1694 a capital de Palmares, Macaco, foi destruída e Zumbi ferido.

Apesar de ter sobrevivido, foi traído, capturado e morto, quase dois anos após a batalha, em 20 de novembro de 1695. Os portugueses transportaram sua cabeça para Recife, onde foi exposta em praça pública para mostrar era a lenda a crença na imortalidade de Zumbi.

Em 14 de março de 1696 o governador de Pernambuco Caetano de Melo e Castro escreveu ao Rei. «Determinei se pusesse a cabeça em um pau no lugar mais público desta praça a satisfazer os ofendidos e justamente queixosos e atemorizar os negros que supersticiosamente julgavam o Zumbi imortal, pelo que se entende que nesta empresa se acabou de todo com os Palmares.»

Zumbi é hoje, para a população brasileira, um símbolo de resistência. Em 1995, a data de sua morte foi adotada como o dia da Consciência Negra.

É também um dos nomes mais importantes da Capoeira.

Cronologia

1600: Negros fugidos ao trabalho escravo nos engenhos de açúcar de Pernambuco, fundam na serra da Barriga o quilombo de Palmares; a população não pára de aumentar, chegarão a ser 30 mil; para os escravos, Palmares é a Terra da Promissão.

1630: Os holandeses invadem o Nordeste brasileiro.

1644: Tal como antes falharam os portugueses, os holandeses falham a tentativa de aniquilar o quilombo de Palmares.

1654: Os portugueses expulsam os holandeses do Nordeste brasileiro.

1655: Nasce Zumbi, num dos mocambos de Palmares

1662 (?): Criança ainda, Zumbi é aprisionado por soldados e dado ao padre António Melo; será baptizado com o nome de Francisco, irá ajudar à missa e estudar português e latim.

1670: Zumbi foge, regressa a Palmares.

1675: Na luta contra os soldados portugueses comandados pelo Sargento-mor Manuel Lopes, Zumbi revela-se grande guerreiro e organizador militar.

1678: A Pedro de Almeida, Governador da capitania de Pernambuco, mais interessa a submissão do que a destruição de Palmares; ao chefe Ganga Zumba propõe a paz e a alforria para todos os quilombolas; Ganga Zumba aceita; Zumbi é contra, não admite que uns negros sejam libertos e outros continuem escravos.

1680: Zumbi impera em Palmares e comanda a resistência contra as tropas portuguesas.

1694: Apoiados pela artilharia, Domingos Jorge Velho e Vieira de Mello comandam o ataque final contra a Cerca do Macaco, principal mocambo de Palmares; embora ferido, Zumbi consegue fugir.

1695, 20 de Novembro: Denunciado por um antigo companheiro, Zumbi é localizado, preso e degolado.

O Dia da Consciência Negra é um dia celebrado no Brasil, dedicado a reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira.

A data foi escolhida por coincidir com o dia da morte de Zumbi dos Palmares, em 1695. Apesar das várias dúvidas levantadas quanto ao caráter de Zumbi nos últimos anos (comprovou-se, por exemplo, que ele mantinha escravos particulares) o Dia da Consciência Negra procura ser uma data para lembrar a resistência do negro à escravidão de forma geral, desde o primeiro transporte forçado de africanos para o solo brasileiro (1534).

Algumas entidades como o Movimento Negro (o maior do gênero no país) organizam palestras e eventos educativos, visando principalmente crianças negras. Procura-se evitar o desenvolvimento do auto-preconceito, ou seja, da inferiorização perante a sociedade.

Outros temas debatidos pela comunidade negra e que ganham evidência no 20 de novembro são: inserção do negro no mercado de trabalho, cotas universitárias, se há discriminação por parte da polícia, identificação de etnias, moda e beleza negra, etc.

O dia é celebrado desde a década de 1970, embora só tenha ampliado seus eventos nos últimos anos; até então, o movimento negro precisava se contentar com o dia 13 de Maio, Abolição da Escravatura – comemoração que tem sido rejeitada por enfatizar muitas vezes a “generosidade” da princesa Isabel, ou seja, ser uma celebração da atitude de uma branca.

A semana dentro da qual está o dia 20 de novembro também recebe o nome de Semana da Consciência Negra.

CCJ do Senado aprova redução da maioridade penal de 18 para 16 anos

Fonte: Folha Online

A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado aprovou nesta quinta-feira, por 12 votos a 10, a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que reduz de 18 para 16 anos a maioridade penal no país. O texto, do senador Demóstenes Torres (DEM-GO), propõe a redução, mas estabelece o regime prisional somente para jovens menores de 18 anos e maiores de 16 que cometerem crimes hediondos.

A proposta relatada por Demóstenes reúne seis PECs que tramitavam na comissão com propostas para a redução da idade penal no país. O texto segue agora para votação no plenário do Senado em dois turnos. Depois, também terá que ser apreciado pela Câmara dos Deputados. O debate na CCJ durou mais de cinco horas.

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Pastoral da Juventude fará protesto na visita do Papa

Fonte: Globo Online

Papa Bento XVIUm grupo de jovens promete marcar presença dentro e fora do Pacaembu. Parte estará dentro do estádio, ouvindo a mensagem de Bento XVI. Outra ficará do lado de fora e aproveitará a visibilidade da ocasião para levantar uma bandeira política que, para eles, é também cristã. São jovens da Pastoral da Juventude (PJ), que vão protestar e reunir assinaturas contra a redução da maioridade penal – discussão polêmica por conta de crimes recentes praticados por adolescentes. No Rio, há o caso do menino João Hélio. Em São Paulo, de Liane Friedenbach.
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