Fonte: Pobres Servos da Divina Providência
Sangue! Isso mesmo! Sangue. O Leviatã necessita de sangue para continuar vivo. Mas como este monstro se “acha” sagrado, necessita de sangue de consagrados. Sentíamos-nos tão tranqüilos e protegidos, mesmo com as ameaças de que não devemos nos meter em coisas laicas, mas ainda se podia respirar.
Domingo passado, em águas revoltas e turvas o monstro fez mais uma vitima. Desde o sangue de Irmã Doroty que a gente não percebia a sua violência, se bem que andou ameaçando pelas terras do Norte. Ele, o monstro estava se alimentando de sangue de leigos, jovens drogados, jovens prostituídas, meninos e meninas vítimas da pedofilia e do trabalho infantil.
Somente nos grandes rituais é que se requer sangue consagrado. Pelo jeito o Leviatã está articulando alguma ação macabra e para tal precisa de sangue novo e consagrado. Para um desvio de atenção desta envergadura deve estar manobrando muita água.
Será talvez o extermínio de jovens? Venda de órgãos para o exterior? Desvio de verbas? Terceiro mandato? Tráfico de mulheres?
Talvez seja tráfico de drogas?
Ah! Não tráfico de droga não. Assim como a venda de armas, isso não é crime por aqui.
Estamos para celebrar a missa de sétimo dia do Pe. Gisley e até agora não vi nenhuma referência da sua morte nos meios de comunicação. Se ele tivesse tentado voar em balões, ou mexer com libido de alguns milhares de crentes, sua morte seria notícia de primeiras páginas e de chamada dos plantões telejornalísticos, mas Gisley era só mais um “sonhador” que se interessava por jovens e os defendia.
As tvs e rádios laicas não falaram, e as católicas continuaram entorpecendo os seus fieis, mergulhando-os num mar de espiritualidade angelical, embebendo-os no formol das lágrimas preparando-os para um céu que está por vir.
E a Igreja?
Fora um simples comunicado, até agora não gritou, não paralisou suas atividades, não se vestiu de luto e nem foi para as ruas. Compreensível! Com tanta coisa para se fazer, para quê tanto alarde pelo assassinado de um Pe. Gisley? Afinal de contas ele era um assessor da Pastoral da Juventude (PJ). E quem é a PJ? Um grupo de jovens sonhadores, utópicos, que acreditam que um mundo melhor é possível? Um grupo fora de moda, porque a moda agora é massa e não consciência.
E a Vida Religiosa Consagrada onde está que a gente não houve a sua voz?
Muito ocupada! Tem muita gente estressada, precisando de repouso. Outros estão ocupados com suas teses de mestrado e doutorado. Alguns cuidando de seus novos modelitos recém adquiridos. E outros mesmo sem fazerem nada, porque agora o atual, o ultra-moderno e relaxar. Pe. Gisley, se tivesse ficado na dele, teria morrido de doença em sua cama ou quem sabe num acidente por alta velocidade. Mas foi se envolver com proteção de jovens. Jovens são todos iguais: um bando de desocupados que não querem nada com nada.
É Leviatã. Diante de tudo isso, creio que você poderá continuar atacando por muito tempo. Pelo jeito não há nenhuma ameaça pairando sobre você. Estamos muito ocupados com a nossa imagem televisiva, com os nossos próximos CDs. Estamos orando muito. Pe Gisley, Irmã Doroty e Dom Ervin e tantos outros, quem são? Gente que ao invés de ficarem protegidos nos grande muros de seus conventos e igrejas, insistem em defender, índios, jovens, negros, mulheres, crianças e sem-terra.
Pois é Leviatã, se é sangue que você quer, creio que terá muito sangue. Só não se esqueça seu monstro abominável, nem todo mundo está hibernando. Você pode comandar por um tempo, mas um dia você terá um fim. Se Pe. Gisley estava mexendo com algo perigoso, você se meteu numa direção muito pior: sangue de mártir fecunda a terra e as sementes teimosas pipocam germinando e quando você menos esperar será tomado de assalto e será destruído.
É uma pena! A Juventude ficou órfã mais uma vez!
por: Ir. Silvio da Silva




No dia 7 de junho, celebramos a festa de Corpus Christi, ou seja, a festa do Corpo de Cristo, cuja humanidade glorificada está inseparavelmente unida à sua divindade, na Pessoa divina do Verbo, oferecida a nós na Sagrada Eucaristia e presente nos sacrários de nossas igrejas. A característica marcante desta celebração é o culto público que lhe prestamos, ao longo das ruas de nossa cidade.
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